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26/11/2009 - Governo estende alívio fiscal para móveis e construção

BRASÍLIA - O governo anunciou nesta quarta-feira mais medidas de desoneração para impulsionar o consumo nos setores moveleiro e de construção civil, argumentando que essa também é uma forma de incentivar o aumento dos investimentos no Brasil.

Entre as ações divulgadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, estão a prorrogação do IPI reduzido para materiais de construção até o final de junho de 2010 e alíquota zero para os principais móveis de madeira, plástico e aço, entre outros, até o final de março. A renúncia fiscal é de cerca de 900 milhões de reais.

Na véspera, Mantega já havia anunciado a extensão do IPI reduzido para veículos menos poluentes e, em outubro, produtos da linha branca com a mesma preocupação ambiental haviam sido beneficiados por um alívio fiscal.

Questionado sobre a necessidade das medidas, uma vez que a economia brasileira já está se recuperando, Mantega afirmou que este é um momento importante de definições no mundo e a sinalização do governo pode atrair investimentos.

"Este é um momento em que os empresários estão definindo seus investimentos. Estamos num mundo pós-crise e muitas mudanças vão ocorrer. Por exemplo, as empresas multinacionais estão decidindo onde vale a pena fazer seus investimentos", disse.

"E a competição internacional, principalmente neste momento pós-crise, vai se acirrar... porque você tem vários países com capacidade ociosa e sem consumidor, então tem busca de mercados atraentes para consumir."

Segundo ele, o consumo está em "patamar adequado" no país, mas os investimentos ainda não. "Temos agora que estimular o investimento, que não se recuperou e é a base do crescimento sustentável."

O ministro disse que a desoneração da folha de pagamentos, medida reivindicada pelas empresas, não vai ocorrer neste ano, diante da queda de arrecadação provocada pela crise global. No ano que vem, o assunto volta a ser avaliado, mas Mantega reiterou que o compromisso do governo é de cumprir a meta fiscal.

Fonte: Reuters

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