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Notícias
09-09-2010
Brasil irá demandar 30 milhões de moradias nos próximos 12 anos, diz FGV


06-09-2010
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03-09-2010
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03/12/2009 - Caixa Econômica Federal - habitação

A recomendação do vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, feita em São Paulo durante o 8º Congresso Brasileiro da Construção, no sentido de que os diversos elos da cadeia da construção civil "abracem" o Plano Nacional da Habitação (Planahab) em 2010 e que a discussão a esse respeito seja levada também ao Congresso Nacional, repõe em debate o desafio da redução do deficit de moradias no país em toda abrangência de suas implicações econômicas, humanas e sociais, salientando uma vez mais a prioridade de que se reveste no conjunto da estratégia de desenvolvimento.

A proposta do Planahab é assegurar condições para solucionar o deficit habitacional brasileiro em 15 anos e, em relação ao financiamento necessário para que o deficit seja equacionado, ele afirmou ainda que "a Caixa não pode ficar com essa tarefa sozinha".

Por outro lado, ele afirmou que os recursos da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não serão suficientes para assegurar o crescimento anual necessário a que a carteira de crédito imobiliário do Brasil possibilite que a relação entre esse indicador e o Produto Interno Bruto (PIB) alcance, em 2015, nível equiparável ao do Chile e do México.

Atualmente, o crédito imobiliário no País corresponde a 2,7% do PIB, enquanto no Chile o indicador chega a 41% e, no México, a 10%. Para se aproximar desses patamares, a carteira de crédito imobiliário do Brasil precisaria crescer, nos cálculos do dirigente da CEF, 41% por ano até 2015: "No próximo ano, os financiamentos com recursos da poupança poderão chegar a R$ 40 bilhões e há mais R$ 30 bilhões do FGTS, o que não será suficiente para manter o crescimento necessário até aquele ano".

Aludindo à questão e ainda durante o referido congresso, o presidente do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo, Sérgio Watanabe, afirmou que a aprovação da PEC 285, a qual prevê vinculação de 2% do orçamento da União e 1% dos Estados e Municípios para combater o deficit habitacional, a seu ver é uma das formas para que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida possa tornar-se "uma política pública capaz de perenizar o combate ao deficit habitacional e atender à demanda futura". Na visão do secretário de Habitação do Estado de São Paulo, Lair Krähenbühl, entretanto, o programa não está atingindo "quem mais precisa de financiamento, ou seja, famílias com renda de até três salários mínimos".

O dilema da moradia, fundamental em qualquer estratégia de bem-estar social, coloca-se, portanto, sob diferentes enfoques, reclamando assim a conjugação de esforços em todos os níveis para reduzir e suprimir os descompassos e a descontinuidade da política habitacional ao longo dos anos, visando a atender à demanda atual e potencial de moradias e reverter, inclusive, o processo de favelização e a ocupação desordenada do solo, tais como se observam em diferentes regiões brasileiras, configurando um desafio a que devemos oferecer respostas condizentes com a magnitude de que se reveste.

 

Fonte: Jornal do Commercio

 

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