Os financiamentos imobiliários com recursos da Caixa Econômica Federal devem superar RS 41 bilhões este ano, segundo o vice-presidente de Governo do banco, Jorge Hereda. Não se trata de meta, segundo ele, mas de estimativa que considera a média de contratações de RS 150 milhões por dia e o valor já concedido até novembro.
A primeira meta anunciada pela Caixa para o crédito habitacional para este ano fora de R$ 27 bilhões, revista para R$ 30 bilhões e depois para R$ 38 bilhões. Ano passado, as contratações de crédito imobiliário na Caixa somaram R$ 23,3 bilhões, valor recorde. Até 30 de novembro, a Caixa concedeu financiamento imobiliário no total de R$ 39,3 bilhões.
O valor é recorde e 93% superior ao do mesmo período de 2008. Conforme Hereda, os números já superam todas metas da Caixa para este ano, devido à retração dos outros bancos na concessão de crédito imobiliário e ao programa "Minha Casa, Minha Vida". Segundo ele, o setor privado previu que, em função da crise, a busca de financiamento imobiliário por pessoas físicas seria menor do que ocorreu: "O programa trouxe confiança para quem queria comprar e lançar imóveis."
Outras medidas, como o aumento do limite do valor máximo do imóvel financiado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para RS 500 mil também contribuíram para incentivar a demanda. "Não aumentamos juros nem reduzimos prazos. Mantivemos as condições e ofertamos mais recursos de poupança que o mínimo necessário", disse Hereda.
No Estado de São Paulo, os financiamentos imobiliários pela Caixa também foram recordes: R$ 10,030 bilhões, entre janeiro a novembro, o correspondente a 150,634 mil contratos. Em 2008, o montante fora de R$ 6,54 bilhões. Do total, R$ 5,65 bilhões tiveram como fonte recursos da poupança, R$ 3,9 bilhões, do FGTS e R$ 405 milhões, de outros recursos.