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09-09-2010
Brasil irá demandar 30 milhões de moradias nos próximos 12 anos, diz FGV


06-09-2010
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05/02/2010 - Governo pede que siderúrgicas integrem programa de habitação

A diretoria do Instituto Aço Brasil (IABr), que reúne as principais empresas de siderurgia do país, se reuniu nesta quinta-feira (4) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ouviu um pedido para que a o setor ingresse no programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo o presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, Lula considera que o setor tem uma atuação “tímida” na construção civil.


Segundo o presidente do Instituto, Flávio Azevedo, nas próximas semanas a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai realizar uma reunião com o setor e a Caixa Econômica Federal para que os técnicos do governo e do banco conheçam os projetos de moradias construídas em estrutura de aço. “Vamos apresentar os projetos já em andamento. A construção é mais rápida”, disse Azevedo.


O presidente da Usiminas afirmou que o setor tem condições de construir casas de estrutura em aço com o mesmo valor por metro quadrado estipulado pela Caixa no programa Minha Casa, Minha Vida nas construções de alvenaria. Segundo ele, a Caixa paga até R$ 700 por metro quadrado nas construções para famílias com renda até três salários mínimos.


Lula pediu ainda que o setor dê ênfase ao novo método construtivo na próxima ExpoAço, que será realizada entre 14 e 16 de abril. Segundo os empresários, o presidente disse que é a chance de eles ganharem escala na produção desse tipo de produto. 

Inflação

O setor apresentou ao presidente ainda um estudo mostrando que o aço não tem impacto negativo na inflação. “Mostramos ao presidente que o aço tem um impacto muito pequeno na cadeia produtiva brasileira. Somos constantemente imputados como responsáveis pela alta da inflação, o que não é verdade”, argumentou.


Segundo Azevedo, o IBAr produziu um estudo que revela que, do preço de um carro, por exemplo, apenas entre 6% e 8% são formados pelo uso do aço, apesar de 50% dos materiais usados na fabricação de automóveis ser de aço. “Se o preço do aço baixar 10%, por exemplo, a queda no preço do carro seria de, no máximo, 0,8%”, diz o dirigente.


Ele citou exemplos semelhantes no valor dos imóveis, cujo impacto, segundo o instituto, é de 2% nas construções para famílias de baixa renda e de 8% em moradias da classe média.


Segundo ele, os preços do aço no Brasil são compatíveis com o mercado internacional. “O preço do aço no Brasil segue o que acontece no resto do mundo. E tem variações por empresa e por tipo de produto”, explicou. 

Oferta e demanda

 Azevedo disse que apresentou a Lula um plano de investimentos de aproximadamente US$ 40 bilhões, considerando o período 2009-2016, e que isso elevará a produção de aço no Brasil de 41 milhões de toneladas por ano para 77 milhões.


Segundo o dirigente, atualmente metade da produção brasileira atende à demanda interna, que é de aproximadamente 22 milhões de toneladas, e o restante é exportado. A expectativa do setor é que com o programa Minha Casa, Minha Vida, a exploração do petróleo na camada pré-sal, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, a demanda nacional cresça para 40 milhões de toneladas ao ano.


O setor do aço também vê nesses projetos oportunidade de aumentar suas receitas em até R$ 72 bilhões.

Fonte: Economia e Negócios G1

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