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Compradores de apartamentos na planta devem criar hábito de fiscalizar andamento das obras

Leandro Perez/Divulgação
O casal Márcia e Carlos Alberto (em primeiro plano) visitam as obras do Edifício Villagio Monticiello, no Bairro Vila da Serra

A comerciante Márcia Teixeira Campos da Costa e Silva e o marido, o delegado aposentado Carlos Alberto Costa e Silva, compraram, em novembro de 2007, na planta, um apartamento no Edifício Villagio Monticiello, empreendimento da Even Construtora e Incorporadora, em construção no Bairro Vila da Serra, em Nova Lima. "Vi anúncios do empreendimento no jornal e, depois, na televisão que me chamaram a atenção. Falei com o meu marido e resolvemos buscar informações sobre a Even e fazer um contato com o departamento de vendas da construtora", lembra Márcia.


A atitude de pesquisar o histórico da construtora, explica Carlos Alberto, foi tomada como medida de precaução. "Como o apartamento estava na planta, tinha um preço significativo, seria pago à vista, e a Even era uma empresa que não conhecíamos, pois tinha acabado de entrar em Minas, buscamos referências com amigos e conhecidos que trabalhavam no setor da construção civil antes de fechar o negócio. Tivemos boas informações sobre a construtora, gostamos muito do apartamento, que vimos na planta e numa maquete, e efetivamos a compra. Mas, sabe como é o mineiro, sempre fica com o pé atrás", conta o delegado aposentado.


Durante mais de dois anos o casal acompanhou o andamento das obras por meio de dados publicados em relatórios e revistas que foram enviados pela Even e participou de eventos da construtora, onde também eram prestadas informações e esclarecidas as dúvidas dos compradores sobre a construção.


Carlos Alberto considera que os esclarecimentos dos profissionais da Even (engenheiro, arquiteto e estagiário de obra) que acompanharam a visita foram importantes "não só para tirar nossas dúvidas, mas também para consolidar nossa convicção de que fizemos um negócio bom e seguro", frisa, ao observar que estão previstas outras visitas às obras do edifício antes da entrega das chaves, em novembro, e, na próxima, poderá levar um arquiteto ou decorador para iniciar o desenvolvimento do projeto de decoração de seu apartamento.


Já Ana Patrícia Silveira Viotti, diretora técnica de uma empresa de informática, visita semanalmente, há dois anos, o canteiro de obras do Edifício Zaidal, em construção no Bairro Funcionários, em Belo Horizonte, pela RKM Engenharia. Lá, ela comprou, na fase inicial das obras, um apartamento e optou por customizar o projeto de sua unidade. "Comprar com o imóvel ainda em obras é preocupante, por mais sólida que seja a construtora. Ainda mais para quem, como eu, nunca tinha feito um negócio desse tipo, dá uma insegurança. Por isso, decidi fazer visitas periódicas ao canteiro para checar se o cronograma de obras está sendo seguido, se as mudanças que pedi estão sendo realizadas, e até para ver se a obra é limpa, como prometeu a empresa", justifica.


A iniciativa, observa Patrícia, mostrou-se produtiva. "Como o meu apartamento é customizado, durante as visitas posso identificar um eventual problema e ele pode ser corrigido rapidamente. A empresa também coloca à disposição dos clientes uma arquiteta que acompanha a execução das obras das unidades." Patrícia espera para novembro a entrega das chaves de seu apartamento.


O diretor da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação, advogado Lúcio Delfino, recomenda acompanhar e fiscalizar a execução das obras. "Monitorar é um direito do comprador e uma atitude preventiva. Não é necessário estabelecer uma periodicidade fixa para as visitas, mas sempre que possível ele deve ir ao canteiro de obras e levar consigo o memorial descritivo da construção, que foi entregue no fechamento do negócio, para checar, além do cumprimento do cronograma, se tudo está sendo executado de acordo com o que foi acertado com a construtora", orienta.

Denise Menezes - Estado de Minas

 

Fonte: Portal Lugar Certo

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