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24/06/2010 - Habitação e transporte dominam despesa familiar

As despesas com habitação e transporte pesaram mais no bolso das famílias brasileiras no ano passado, de acordo com dados da Pesquisa de Orçamento das Famílias (POF), divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em contrapartida, os gastos com alimentação caíram em relação à última pesquisa que aborda o padrão de consumo no país. Na média, a família brasileira gastou R$ 2.626,31 por mês, sendo que a região Sudeste registrou um montante ainda maior, de R$ 3.135,80. Minas Gerais, no entanto, ficou abaixo tanto da média nacional quanto da regional, e registrou gastos de R$ 2.596,65 no ano passado.

Segundo o levantamento, em 2009 a maior parte das despesas familiares de consumo, ou 75%, ocorreram com o trio transporte, alimentação e habitação. Este foi praticamente o mesmo percentual que os três somavam em 2003, quando foi realizada a última pesquisa. Os dados apontam ainda que a composição de despesas entre as famílias varia bastante, dependendo da faixa de renda. Enquanto para os mais pobres (até dois salários mínimos) a alimentação, habitação e aluguel lideraram o ranking das despesas totais mensais, os mais ricos (acima de 25 salários mínimos) gastam mais com habitação, transporte e aquisição de imóveis.

No caso da Alimentação, foi observada uma queda em relação à última POF realizada pelo instituto entre os anos de 2002 e 2003, de 20,8% para 19,8%. Neste mesmo período, o peso da Habitação cresceu de 35,5% para 35,9%.

No que se refere ao transporte, as despesas mensais de consumo das famílias brasileiras aumentaram nos últimos seis anos, de 18,4% para 19,6%. De acordo com técnicos do instituto, boa parte desse incremento pode estar associada ao aumento de disponibilidade de financiamento para a compra de automóveis.

As despesas com assistência à saúde subiram (6,5% em 2003 para 7,2% em 2009). Já a parcela voltada para educação caiu (de 4,1% para 3,0%). A POF mostra também que, no que diz respeito às despesas totais, a queda na fatia da alimentação não impediu um aumento da participação dos gastos mensais com alimentação fora de casa, que passou de 24,1% em 2003 para 31,1% em 2009.

Em Minas Gerais, a Habitação foi o item com maior peso nas despesas (com 36,3% do total), seguido por Transporte, com 19,8% e Alimentação (18,4%).

Assim como nos dados nacionais, os valores gastos com o consumo de carnes e pescados tiveram a maior participação nas despesas com alimentação das famílias mineiras.

Fonte: Hoje em Dia

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