Quando se fala no crescimento do mercado da construção, todos pensam nos grandes investimentos de estatais em obras faraônicas ou mesmo aumento de construções de empreendimentos residenciais e comerciais impulsionado pelo aquecimento da economia e aumento da procura por imóveis.
Entretanto, um outro setor, apesar de diretamente relacionado, também vem apresentando números surpreendentes: o setor de pequenas construções e reformas.
Segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), a intenção de investir nas indústrias de materiais nos próximos 12 meses foi de 71% em maio, registrando aumento em relação a abril, quando a pretensão de investir era de 66%. Em maio do ano passado, esse número era de apenas 33%.
"Os dados comprovam o aumento da intenção de investir em pequenas construções ou reformas, impulsionadas pelo aquecimento da economia", explica Teodomiro Diniz Camargos, presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (CIC/Fiemg).
Incentivo
Além do aquecimento da economia, o consumidor pode encontrar outro impulsionador: redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de materiais de construção, prorrogado para 31 de dezembro de 2010.
"Esse benefício para o consumidor está durando mais, se comparado à redução do IPI de carros, pois a construção civil é um negócio de médio ou longo prazo. Não se pode dar benefícios pensando somente no presente, pois geralmente leva-se meses para construir", afirma Camargos.
Assim, como ainda explica o profissional, a medida vem estimulando reformas ou pequenas construções de um público com poder aquisitivo menor, que querem melhorar ou ampliar suas moradias. "Bancos também oferecem financiamentos exclusivos para reformas", diz.